terça-feira, 29 de julho de 2008

Os piores versos de música dos últimos tempos !

Acredito que a maioria das pessoas já deve ter ouvido a expressão " Isso é música para os meus ouvidos", que geralmente é dita quando recebemos uma boa notícia ou quando nos dizem algo que nos agrada. Quando dizemos que algo é "música para os nossos ouvidos", estamos também indicando que a música é algo prazeroso e que aquilo que nos foi dito nos traz tanto prazer quanto ouvir música.
Alguns compositores, no entanto, conseguem acabar com todo o prazer que a música pode proporcionar.
Esta semana vamos analisar alguns dos piores versos de música dos últimos anos ( na minha opinião).

Vamos começar com a visão de Sandy e Júnior a respeito da imortalidade :

O que é imortal não morre no final ....... ( que reflexão impressionante)

Você se lembra do É o Tchan, grupo de axé music que fez muito sucesso no fim da década de 90 ? Não seria justo deixar de mencionar as tentativas de internacionalizar o " segura o tchan":

Samurai quer ver bumbum mexer, samurai quer sushi pra comer, samurai quer amarrar o tchan, samurai quer tchan-tchan-tchan...... ( Deixa o samurai saber disso.....)

Ali-Babá...Ali-Babá, Califa tá de olho no decote dela, tá de olho no biquinho do peitinho dela, tá de olho na marquinha da calcinha dela , tá de olho no balanço das cadeiras dela.......( sem comentários)

Os fãs de Ana Carolina que me perdoem mas, essa também é difícil de agüentar :

"E subo bem alto pra gritar que é amor, eu vou de escada pra elevar a dor"

E essa então:

Toda mulher gosta de rosas e rosas e rosas,
Muitas vezes são vermelhas, mas sempre são rosas...... ( Tentativa frustrada de fazer um trocadilho inteligente
)

O que é que o Lulu Santos estava pensando quando compôs esse verso ??? ( Se bem que eu até que gosto dessa canção)

Não existiria som senão houvesse o silêncio;
Não haveria luz se não fosse a escuridão. ( UAU !!!)


É claro que não poderíamos deixar citar um exemplo da nossa música sertaneja. Dessa vez, vamos de Bruno e Marrone

Seu guarda, eu não sou vagabundo, não sou delinqüente, sou um cara carente;
Eu dormi na praça pensando nela.....
Seu guarda seja meu amigo, me bata, me prenda, faça tudo comigo,
Mas não me deixe ficar sem ela .

Eu sei que existem milhares de outras músicas que deveriam fazer parte desta coletânea. Se você quiser, pode mandar as suas contribuições.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Requião e as greves......

Veja o tratamento dispensado por Roberto Requião, governador do Paraná, a um grupo de grevistas de seu estado....Não deixa de ser curioso....
São os políticos nossos de cada dia......

/watch?v=2http://www.youtube.com4KaB8_cPjI

A opinião de Lula a respeito de Pelotas

Meio batido esse vídeo, mas ainda vale a pena conferir.


http://www.youtube.com/watch?v=B-ya8Xk7oEU&feature=related

Violência

A violência é um dos temas que dominam o noticiário nacional. O foco, porém, não é nos atos violentos cometidos pelos criminosos, aos quais de certa forma já nos acostumamos, mas na violência policial, a qual muitos não conheciam.

O fato é que as atuais trapalhadas dos policiais brasileiros são uma expressão do tratamento que sempre foi reservado aos habitantes pobres das periferias das grandes cidades brasileiras. Pergunte a qualquer jovem negro morador de uma favela ou Cohab da Grande São Paulo como é que a polícia costuma agir nestes locais.

Sempre que a classe média é atingida pela violência, policial ou não, chovem manifestações em favor da paz. Manifestações justas. Por outro lado, é preciso recordar que é esta mesma classe média que convoca os aparelhos policiais na sua forma mais agressiva quando se sente ameaçada. Não é à toa que discursos como " Bandido bom é bandido morto" ganharam tantos adeptos em São Paulo. Não podemos esquecer também, que num passado não muito distante o apresentador Luciano Huck, após ter o seu relógio de luxo roubado em São Paulo, sugeriu que fosse convocado o capitão Nascimento ( personagem do filme Tropa de elite que usava e abusava de métodos violentos , inclusive contra inocentes, na sua luta contra o crime ) para resolver o problema da segurança em nosso país.

O que o apresentador não parou para pensar, no entanto, é que enquanto o nosso modelo de polícia se pautar pela lógica do " atira primeiro, pergunta depois", vamos continuar a assistir o festival de tragédias a que somos submetidos todos os dias.
É evidente que os policiais também não são os únicos responsáveis pelo colapso da segurança pública no Brasil . Eles são meros agentes de uma política irresponsável e ineficaz.
Voltaremos a esse assunto em breve.
Seguem algumas sugestões de filmes essenciais para se pensar violência e segurança pública em nosso país:

Quase Dois Irmãos
Gênero: Drama Duração: 102 min. Lançamento (Brasil): 2005
Direção: Lúcia Murat

O Prisioneiro da Grade de Ferro (Auto-retratos).
Duração: 123 Minutos •
Direção: Paulo Sacramento

Justiça
Gênero: Documentário
Tempo de Duração: 100 minutos
Direção e Roteiro: Maria Augusta Ramos

Ônibus 174
Gênero: Documentário
Tempo de Duração: 133 minutos Ano de Lançamento (Brasil): 2002

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Por que é que o Brasil não vai pra frente ?

Apesar de muitos políticos comemorarem alguns inegáveis avanços pelos quais o Brasil passou nos últimos anos, podemos perceber que em nosso país persistem problemas muito graves, a respeito dos quais pouca coisa foi feita. A situação nos hospitais públicos é lamentável. A educação, apesar da boa vontade e talento do atual ministro, também está muito aquém do que esperávamos. Isso sem falar na distribuição de renda, na criminalidade, nas estradas. Diante desse quadro, sempre nos vem à mente a questão: Por que diabos, o Brasil não se torna um lugar melhor para se viver. Em outras palavras, por que o Brasil não vai pra frente ? Pergunta difícil, resposta mais ainda . De qualquer forma, este questionamento vale uma breve reflexão.
É interessante notar que, em tempos de globalização, muito se fala sobre imperialismo, sobre a opressão dos países ricos sobre os pobres, etc. E é evidente que a própria História confirma que boa parte dos problemas das nações menos desenvolvidas estão relacionados a sua herança colonial. Existe, contudo, um outro aspecto desta questão que merece ser ressaltado. Quem dirige os países, sejam eles pobre ou ricos, são os seus governantes, eleitos democraticamente em grande parte das nações. Muitos acreditam que a democracia seja o governo do povo, o que não é correto. Nas sociedades modernas, os regimes democráticos se apresentam como métodos de seleção de líderes que são recrutados nas elites dirigentes de cada nação. Quando falo de elite, no entanto, convém ressaltar que não me refiro às elites intelectual ou financeira, mas aos grupos que se encarregam da tarefa de dirigir o país. Por isso, podemos afirmar que, mesmo os líderes sindicais, que na sua retórica esbravejam contra o grande capital, fazem parte daquilo que chamamos de elite dirigente.
Novamente gostaria de ressaltar que quem governa o país não é o povo; mas sim, os gestores escolhidos dentro de um grupo bastante limitado de pessoas, que por sua atuação política, importância econômica ou pelo papel que desempenham em áreas estratégicas acabam por compor o conjunto dos indivíduos aptos a assumir o controle do país.
As escolhas que as classes dirigentes fazem ( e que geralmente não estão em consonância com a vontade do povo ) são o que determina o futuro de uma nação.
Infelizmente, as elites políticas brasileiras têm feito escolhas equivocadas. Há séculos.
E é por essas e outras, que o Brasil não vai pra frente !!!!

segunda-feira, 7 de julho de 2008

O Brasil também tem seus mutantes ( com seríssimas restrições orçamentárias)

Certo dia, ao chegar em casal à noite, liguei a televisão no canal do Bispo e assisti a um trecho da novela Os mutantes - Caminhos do coração. Eu já tinha lido nos jornais alguma coisa sobre a precariedade dos (d)efeitos especiais, que mesmo assim me surpreeenderam pelo seu aspecto, digamos, rudimentar. No entanto, fiquei ainda mais surpreso com a frouxidão da história, que não tinha nem eira nem beira. Apesar disso tudo, a audiência da novela anda nas alturas. Como explicar isso ? Antes de chegarmos a possibilidade de resposta, um pouco de história.
Bem, um país desenvolvido tem diversas maneiras de expandir e manter o seu domínio. Uma delas é através da força, que pode ser representada pelo seu exército e arsenal de guerra. Outra possibilidade é por meio de algo que alguns pesquisadores vão chamar de poder brando, que significa, grosso modo, a capacidade que uma nação possui de disseminar os seus valores mundo afora. Esse é o tipo de domínio que tem se mostrado mais eficiente. É por isso que muitos preferem assistir Homem Aranha a ver O ano em que meus pais saíra de férias. Para muitos, o cinema norte-americano é melhor e ponto final. E de fato, não podemos negar que muita coisa boa foi produzida nos Estados Unidos, enquanto o cinema nacional ainda estava tentando se encontrar. Porém, nos assistimos embasbacados histórias que tm muito pouco ou nada a ver com nosso cotidiano. E gostamos. E isso é um reconhecimento de que o " poder brando" das nações ricas é realmente eficiente.
É claro que existe também um fator que podemos chamar de cultural. Antes de mais nada, no entanto, é necessário definir o significado que atribuo ao termo cultura.
Existe uma definição de cultura que é a que eu mais gosto, que diz que o homem é um animal envolto em teias de significado, e a cultura são estas teias.
Não seria arriscado dizer que determinados países, os Estados Unidos em especial, conseguiram disseminar de tal forma os seus valores, que as teias de significado que envolviam os seus habitantes alcançaram todo o mundo ocidental. Em outras palavras, os símbolos e valores que organizam tais sociedades se tornaram inteligíveis para um número muito maior de pessoas. E é por isso, dentre outros motivos, que assistimos Batman, X-man e outros enlatados e ficamos maravilhados. E por gostarmos tanto do mundo fantástico dos super heróis , e por termos assimilado os signos que nos permitem admirá-los, uma novela cheia de personagens que dizem muito pouco sobre nós, brasileiros, e sobre os valores do nosso país pode fazer tanto sucesso.

O jeitinho brasileiro de fazer política...


É ano de eleição ! No Recanto das Rosas, bairro da periferia de Osasco, as ruas de terra exibem diversas faixas de supostos ( e suspeitos) cidadãos agradecendo ao prefeito e vereadores por uma asfalto que ainda não chegou.
Vamos com calma, sr. prefeito. Podia pelo menos ter esperado a obra ficar pronta, não é mesmo ???

sábado, 5 de julho de 2008

Programa Sílvio Santos

Nas últimas semanas o SBT voltou a exibir o famoso Programa Sílvio Santos. No mesmo formato em que eu o conheci quando criança, a atração dominical do Sr. Abravanel ressucitou antigas fórmulas de sucesso na televisão brasiliera : pegadinhas, câmeras indiscretas e o não menos conhecido Topa tudo por dinheiro, em que pessoas são convidadas a passar por situações humilhantes em troca de alguns trocados. Em que pese o mau gosto de um programa em que o apresentador joga aviõezinhos de notas de cinquenta reais enquanto olha para a platéia se matando para pegar o dinheiro, o que Sílvio Santos faz é levar ao extremo a face perversa da mídia, que tem como único objetivo o lucro. O que diferencia esta atração das demais no mesmo formato é justamente o fato de que se estabelece uma relação quase de trabalho com os participantes ; se é verdade que muitos sofrem humilhação em troca de algum dinheiro, também é verdade que eles sabem que o objetivo do programa é exatamente esse: verificar o que você é capaz de " topar" em troca de uma graninha. Sem querer nivelar por baixo, pelo menos o Programa Sílvio Santos não faz sensacionalismo com o sofrimento alheio, como fazem outros apresentadores que mostram cidadãos endividados que têm que cumprir alguma tarefa impossível em troca de algum dinheiro.