Embora muitos, inclusive eu, critiquem as novelas, todos temos que admitir que elas são o produto audiovisual de maior alcance no Brasil. É quase como se fosse a vocação do nosso país nesse campo. Por outro lado, os folhetins produzidos em terras brasileiras ainda usam e abusam de determinadas fórmulas que não incorporam as mudanças pelas quais a sociedade tem passado. Existe uma música da Lucina Melo que traz uma frase bastante elucidativa a este respeito: " Isso já tá virando novela, não precisa assistir pra saber o final ".
Nas novelas, os papéis sociais já estão bastante definidos e os lugares que cada grupo vai ocupar na narrativa já estão bem marcados, o que realmente permite prever o que vai acontecer sem precisar ser nenhum gênio.
Semanas atrás, assisti a alguns capítulos de uma novela da Globo, A favorita, por conta da notícia de que havia na trama uma família negra de classe média, o que é raro na televisão brasileira. Como era de se esperar, no entanto, apesar dessa família pertencer aos estratos mais privilegiados da sociedade, era composta por um político corrupto, uma filha desequilibrada e um filho alcoólatra. Num determinado momento, o filho bêbado se apaixona por uma mulher branca e decide abandonar o álcool e arrumar um emprego. Qual não não foi a minha supresa quando vi qual foi a ocupação escolhida pela rapaz: porteiro.
Embora tivesse uma boa qualificação e falasse 4 idiomas, ele decide ser porteiro. É quase como se o autor colocando as coisas no seu devido lugar: negro não pode ser bem sucedido.
Não vejo problema no fato de a televisão mostrar negros em situação de subalternidade. E também não há problema nenhum em ser porteiro. O que me incomoda é que os negros SÓ aparecem nessa situação. É o que chamamos de reforço negativo. E os canais de televisão brasileira não dão sinais de que alterarão esse quadro tão cedo .
Nas novelas, os papéis sociais já estão bastante definidos e os lugares que cada grupo vai ocupar na narrativa já estão bem marcados, o que realmente permite prever o que vai acontecer sem precisar ser nenhum gênio.
Semanas atrás, assisti a alguns capítulos de uma novela da Globo, A favorita, por conta da notícia de que havia na trama uma família negra de classe média, o que é raro na televisão brasileira. Como era de se esperar, no entanto, apesar dessa família pertencer aos estratos mais privilegiados da sociedade, era composta por um político corrupto, uma filha desequilibrada e um filho alcoólatra. Num determinado momento, o filho bêbado se apaixona por uma mulher branca e decide abandonar o álcool e arrumar um emprego. Qual não não foi a minha supresa quando vi qual foi a ocupação escolhida pela rapaz: porteiro.
Embora tivesse uma boa qualificação e falasse 4 idiomas, ele decide ser porteiro. É quase como se o autor colocando as coisas no seu devido lugar: negro não pode ser bem sucedido.
Não vejo problema no fato de a televisão mostrar negros em situação de subalternidade. E também não há problema nenhum em ser porteiro. O que me incomoda é que os negros SÓ aparecem nessa situação. É o que chamamos de reforço negativo. E os canais de televisão brasileira não dão sinais de que alterarão esse quadro tão cedo .

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